Sabermos mais da China, para além de deturpações

O livro China, ameaça ou esperança? A realidade de uma revolução pragmática, do jornalista galego Xavier Garcia, contribui de maneira muito eficaz para um conhecimento da realidade da China de hoje, para além de deturpações interessadas, infelizmente tão habituais nos meios occidentais.

A denúncia das campanhas mediáticas occidentais para desprestigiar a China, o uso impudico do terrorismo em Xinjiang, a eliminação da pobreza extrema, a luta contra a desigualdade, o desenvolvimento tecnológico ou o imenso esforço em políticas ambientais para levantar uma civilização ecológica, são alguns dos aspetos abordados na obra.

A China tem experimentado uma colossal transformação nos últimos quarenta anos. Uma mudança gigantesca para a qual, no entanto, não há quase espaço nos meios de comunicação ocidentais. Um Estado que está perto de destronar os EUA como primeira potência económica, que tirou mais de 800 milhões de pessoas da pobreza extrema, quintuplicou a produção de energias renováveis em dez anos e agora prioriza a redução das diferenças sociais criadas pela economia de mercado.

A imprensa ocidental tenta manchar estes feitos, pois o modelo chinês de pragmatismo corre o risco de servir de exemplo para os países presos no beco sem saída do subdesenvolvimento e da desigualdade. Também incita o medo ao ressurgimento da China, ignorando intencionalmente que o milenar Reino do Meio nunca mostrou vontade expansionista e em raras ocasiões promoveu uma guerra. Só com um conhecimento verdadeiro do que é atualmente a China poderemos abordar a tarefa de fazer com que a sua ascensão imparável se torne um pilar fundamental de uma nova ordem mundial mais justa e pacífica.

O autor fala da realidade da China com conhecimento de causa. Xavier Garcia (Vigo, 1965) é um jornalista galego de longa trajetória no âmbito da informação internacional. Foi chefe das delegações da Agência EFE em países da Ásia, América Latina, Europa, Médio Oriente e África; enviado especial a várias das zonas mais conflituosas do planeta; especialista em comunicação multimédia para as Nações Unidas em África; coordenador de observação eleitoral para a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) na Bósnia-Herzegovina, e em 2022 criou ‒ juntamente com outros jornalistas de todo o mundo ‒ o meio alternativo de informação e análise internacional Globalter. Antes foi correspondente da Televisão da Galiza. Recebeu, entre outros, os prémios de poesia em língua galega Rosalia de Castro e Domingo Antonio de Andrade.

Residiu por mais de seis anos na China, onde ministrou aulas de Jornalismo na Universidade Renmin de Pequim. Na atualidade, concilia o trabalho como jornalista na Galiza com períodos como professor visitante na Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai).

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